terça-feira, 20 de abril de 2010

Diga Não À Violência Doméstica



http://www.youtube.com/watch?v=hiajnkARAVM

João Correia

terça-feira, 13 de abril de 2010

Entrevista na APAV (Drª. Helena Guerreiro Sampaio)


Entrevistador- Há quanto tempo trabalha na APAV?

Drª. Helena- Trabalho na instituição há 8 anos.


Entrevistador- Que tipo de caso é mais frequente? Agressão física ou psicológica?

Drª. Helena- Normalmente existe agressão física mas primeiro existe a agressão psicológica, apesar de alguns não reconhecerem.


Entrevistador- O porquê de trabalhar na APAV?

Drª. Helena- Tirei o curso de psicologia. A proposta foi feita após tirar a licenciatura do curso. Gosto muito de trabalhar com este tipo de população, onde mantemos não só o profissionalismo, como também somos amigos e confidentes das vítimas.


Entrevistador- Quais são os sexos e as idades que são mais afectadas nos últimos anos?

Drª. Helena- São mais afectadas as mulheres, devido ao seu físico fraco e frágil, onde as idades variam entre os 20 e os 35 anos. O homem é um caso que começa a aparecer também.


Entrevistador- Que tipos de apoios dão as vítimas?

Drª. Helena- Começam por fazer uma ficha, pedem um advogado se não tiverem, passam pelo processo de responsabilidade paternal caso hajam menores, apoio social e monetário para um começo, acolhimento em instituições para uma segunda morada e apoio psicológico.


Entrevistador- Quanto tempo demora um processo?

Drª. Helena- Normalmente não tem tempo certo, mas pode demorar de 6 a 7 anos.


Entrevistador- O que leva um agressor a agir assim?

Drª. Helena- Depende da pessoa. Pode ser frustração, falte de trabalho, droga ou álcool, pode ser um problema que venha já de família e por vezes grande parte dos agressores também sofre de problemas de ciumes.


Entrevistador- Em média quantos casos surgem por mês?

Drª. Helena- Cerca de 60/70 casos.


Entrevistador- Normalmente as vítimas levam o caso até ao fim?

Drª. Helena- Não, existem vítimas que levam o caso até ao fim, mas normalmente a vítima passado um tempo retira a queixa.


Entrevistador- A linha da APAV funciona 24Horas por dia? Como funciona?

Drª.Helena- Sim, funciona 24Horas por dia. É uma linha aberta, onde podemos aconselhar a vítima em causa, como também podemos fazer contacto com a GNR ou PSP caso necessário.
Inês Gonçalves e João Correia.

As nossas visitas... (APAV e PSP)



O nosso grupo de área de Projecto sobre a "Violência Doméstica", visitamos duas instituições estas são a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) e a PSP (Policia de Segurança Pública).
Deslocamo-nos a estas instituições em busca de respostas para o nosso projecto, que se confere a transmitir informações as pessoas que se interessam por este tema ou que se vêm colocadas nesta situação por questões sociais.
Inês Gonçalves

terça-feira, 9 de março de 2010

Caso de violencia domestica, APAV


"O meu marido sempre me bateu, desde o namoro. Há um dia em que a gente não aguenta mais e decide mudar de vida, sair, ter liberdade para ser feliz. Não foi fácil, tive se sair para uma cidade que não conhecia, ter um emprego que não era o meu (trabalho numa pastelaria); e agora já tenho uma casinha que é arrendada. É muito pequenina, mas tenho comigo a minha filha, que está na escola. A única coisa que eu lamento é não ter as coisas todas resolvidas no tribunal. Assim uma pessoa fica sempre presa a um passado que quer esquecer. Não me arrependo de ter deixado tudo para trás. Quando temos um problema destes, acho que temos de aceitar a ideia de perder algumas coisas para podermos ser livres. Eu perdi o meu emprego, algumas amizades, o convívio com os familiares, a minha casa e até algumas coisas sem valor, mas que eram recordações da minha mãe e que muito estimava. Tenho ainda muita amargura no coração, mas até a amargura eu hei-de vencer. É preciso dar tempo ao tempo e não esperar milagres. O que eu quero dizer é que é preciso ter esperança, mas não ficar quieta à espera que ele mude ou que venha alguém resolver um problema que nunca mudou, desde novos.
Hoje a minha filha é muito mais feliz, temos amigos, vizinhos, as minhas colegas são espectaculares. Tive apoio de várias instituições, fui ao Apoio à Vítima, bati às portas e fui corajosa. A minha filha e eu merecíamos uma vida melhor. Ainda nos falta muito para termos aquilo que sonhamos, e talvez a gente nunca chegue a ter tudo, mas isto já temos e foi resultado do nosso esforço. Somos guerreiras e a vitória faz-se por batalhas."
Gertrudes Maria, 45 anos

João Correia

terça-feira, 2 de março de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Vitima


As vítimas maioritariamente são mulheres, pois são rebaixadas pelos os homens porque são consideradas o "sexo fraco".
Muitas das vezes são feitas vítimas por tentarem "fazer frente" aos seus parceiros.
Quando arranjam trabalho fora de casa e, por exemplo, não cozinham( para eles ) quando chegam a casa porque encontram-se cansadas e isso acaba por enfurece-los.
Isto é apenas um exemplo que leva uma mulher a ser vítima de violência doméstica, porque existem mil e uma razões ( no pensamento e nos ideais do agressor ).
Claro que nenhuma dessas delas são aceitáveis.

Inês Gonçalves.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O Agressor.


Durante anos tem-se tentado traçar um perfil exacto de um agressor mas tem sido impossivel.

Pois qualquer homem(ou mulher) poderá ser. Só demonstrando essa face muito tempo depois. Nem se pode dizer a que idade essa faceta se revela. Poderá revelar-se em jovem como já numa idade mais avançada. A maior parte dos agressores batem, violam, roubam as vitimas, prendem-nas e humilham as suas vítimas por puro prazer de se sentirem superiores.

Ou então para as manterem do seu lado a qualquer custo batendo-lhes e em seguida dizendo que nunca ninguém as amará como eles. E assim conseguem com que as vitimas fiquem do seu lado suportando todo o sofrimento que lhes é imposto pelo agressor (companheiro(a) )

Inês Gonçalves