terça-feira, 13 de abril de 2010

Entrevista na APAV (Drª. Helena Guerreiro Sampaio)


Entrevistador- Há quanto tempo trabalha na APAV?

Drª. Helena- Trabalho na instituição há 8 anos.


Entrevistador- Que tipo de caso é mais frequente? Agressão física ou psicológica?

Drª. Helena- Normalmente existe agressão física mas primeiro existe a agressão psicológica, apesar de alguns não reconhecerem.


Entrevistador- O porquê de trabalhar na APAV?

Drª. Helena- Tirei o curso de psicologia. A proposta foi feita após tirar a licenciatura do curso. Gosto muito de trabalhar com este tipo de população, onde mantemos não só o profissionalismo, como também somos amigos e confidentes das vítimas.


Entrevistador- Quais são os sexos e as idades que são mais afectadas nos últimos anos?

Drª. Helena- São mais afectadas as mulheres, devido ao seu físico fraco e frágil, onde as idades variam entre os 20 e os 35 anos. O homem é um caso que começa a aparecer também.


Entrevistador- Que tipos de apoios dão as vítimas?

Drª. Helena- Começam por fazer uma ficha, pedem um advogado se não tiverem, passam pelo processo de responsabilidade paternal caso hajam menores, apoio social e monetário para um começo, acolhimento em instituições para uma segunda morada e apoio psicológico.


Entrevistador- Quanto tempo demora um processo?

Drª. Helena- Normalmente não tem tempo certo, mas pode demorar de 6 a 7 anos.


Entrevistador- O que leva um agressor a agir assim?

Drª. Helena- Depende da pessoa. Pode ser frustração, falte de trabalho, droga ou álcool, pode ser um problema que venha já de família e por vezes grande parte dos agressores também sofre de problemas de ciumes.


Entrevistador- Em média quantos casos surgem por mês?

Drª. Helena- Cerca de 60/70 casos.


Entrevistador- Normalmente as vítimas levam o caso até ao fim?

Drª. Helena- Não, existem vítimas que levam o caso até ao fim, mas normalmente a vítima passado um tempo retira a queixa.


Entrevistador- A linha da APAV funciona 24Horas por dia? Como funciona?

Drª.Helena- Sim, funciona 24Horas por dia. É uma linha aberta, onde podemos aconselhar a vítima em causa, como também podemos fazer contacto com a GNR ou PSP caso necessário.
Inês Gonçalves e João Correia.

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