
Entrevistador- Há quanto tempo trabalha na APAV?
Drª. Helena- Trabalho na instituição há 8 anos.
Entrevistador- Que tipo de caso é mais frequente? Agressão física ou psicológica?
Drª. Helena- Normalmente existe agressão física mas primeiro existe a agressão psicológica, apesar de alguns não reconhecerem.
Entrevistador- O porquê de trabalhar na APAV?
Drª. Helena- Tirei o curso de psicologia. A proposta foi feita após tirar a licenciatura do curso. Gosto muito de trabalhar com este tipo de população, onde mantemos não só o profissionalismo, como também somos amigos e confidentes das vítimas.
Entrevistador- Quais são os sexos e as idades que são mais afectadas nos últimos anos?
Drª. Helena- São mais afectadas as mulheres, devido ao seu físico fraco e frágil, onde as idades variam entre os 20 e os 35 anos. O homem é um caso que começa a aparecer também.
Entrevistador- Que tipos de apoios dão as vítimas?
Drª. Helena- Começam por fazer uma ficha, pedem um advogado se não tiverem, passam pelo processo de responsabilidade paternal caso hajam menores, apoio social e monetário para um começo, acolhimento em instituições para uma segunda morada e apoio psicológico.
Entrevistador- Quanto tempo demora um processo?
Drª. Helena- Normalmente não tem tempo certo, mas pode demorar de 6 a 7 anos.
Entrevistador- O que leva um agressor a agir assim?
Drª. Helena- Depende da pessoa. Pode ser frustração, falte de trabalho, droga ou álcool, pode ser um problema que venha já de família e por vezes grande parte dos agressores também sofre de problemas de ciumes.
Entrevistador- Em média quantos casos surgem por mês?
Drª. Helena- Cerca de 60/70 casos.
Entrevistador- Normalmente as vítimas levam o caso até ao fim?
Drª. Helena- Não, existem vítimas que levam o caso até ao fim, mas normalmente a vítima passado um tempo retira a queixa.
Entrevistador- A linha da APAV funciona 24Horas por dia? Como funciona?
Drª.Helena- Sim, funciona 24Horas por dia. É uma linha aberta, onde podemos aconselhar a vítima em causa, como também podemos fazer contacto com a GNR ou PSP caso necessário.
Inês Gonçalves e João Correia.